Até o seu dia mais comum pode ser extraordinário! Tinha um cara que trabalhava há anos em uma revista, e era ele que fazia a gestão dos negativos das fotos de capa.
Pode até ser um trabalho chato, mas em toda capa ele viajava na sua própria mente como se ele estivesse vivendo aquelas aventuras.
Até que um dia, a revista teria a última edição e assim a última capa. Ele recebe os negativos de um fotógrafo lendário, mas percebe que está faltando um negativo.
Ele então decide investigar onde esse fotógrafo está para saber onde ele escondeu a foto mais importante de sua carreira.
Nesse momento, ele começa uma aventura. Ele viaja de bicicleta, trem, avião, tudo para encontrar a última capa da revista. Uma foto que resumiria toda uma história!
Quando eu assisti esse filme eu senti um calor dentro de mim, como se até na vida mais simples uma grande mudança pudesse acontecer.
É claro que eu nunca fui para a Groenlândia, como fez o protagonista desse filme, mas a partir dessa história eu fui percebendo, mesmo nas pequenas coisas, como tudo dava sentido pra vida.
Esse é o poder de uma história. Ela muda você, faz perceber coisas que passariam despercebidas.
E eu sempre me encantei por cinema e por filmes justamente por isso.

O cinema como vista para outros lugares
Já que eu não poderia visitar vários lugares que eu sempre sonhei, poder experimentar isso vendo um filme sempre me impressionou.
E é muito doido pensar como alguns filmes nos marcam. A Origem, por exemplo. Eu lembro que na época o filme marcou muita gente e gerou discussão até hoje, principalmente por conta daquele final.
O filme conta a história do Cobb em um mundo onde é possível entrar nos sonhos de uma outra pessoa. O filme mistura ação, aventura, suspense… e aquele final inesquecível!
Eu acabei me lembrando de um filme ainda mais antigo que é A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça. Eu lembro de ter assistido quando era criança, inclusive eu nem sei se eu poderia ter visto esse filme.

Eu confesso que eu não lembro muito bem da trama, mas algumas coisas me assustaram muito na época. Uma cena que ficou gravada na minha memória é que em certo momento o protagonista descobre que embaixo da cama existe um desenho que servia para atrair o cavaleiro sem cabeça.
Isso me chocou tanto, mas não tanto como O Sexto Sentido.
O suspense do cinema é o que mais me atrai
Tudo em O Sexto Sentido me assustou. A cabana do protagonista no meio do quarto dele que era cheia de imagens de santos, mas não serviu de nada porque foi invadida por uma fantasma.
E tinha também a fita que provava que uma menina tinha sido envenenada com a sopa. Esse filme foi assustador, mas ao mesmo tempo eu achei muito bom.
Acho que foi a partir desse filme que eu comecei a me interessar pela filmografia dos cineastas.
O Sexto Sentido, por exemplo, que é do M. Night Shyamalan que fez Corpo Fechado e Sinais também!

Sinais é um filme de suspense que a gente percebe características do trabalho do Shyamalan, que mistura mistério e suspense.
Ao mesmo tempo que seus roteiros não são comuns, as vezes trazendo acontecimentos extraordinários, que fogem da lógica humana, mas geralmente com uma reviravolta surpreendente.
E eu acredito que é por aí que essas obras acabam influenciando a gente de alguma forma.
Os filmes formam o seu gosto por histórias
Para algumas pessoas, em um certo período de tempo, assistir filmes serviu para consolidar os seus gostos.
Tem gente que gosta mais de romance, ação, ficção científica… eu sempre tentei assistir um pouco de tudo porque em primeiro lugar eu sou apaixonado por cinema.
E eu real não tenho preconceito com blockbuster ou filme cult. Até porque eu cresci assistindo Star Wars. E eu curtia demais o universo da história.

Os primeiros filmes que eu vi, ainda criança, foram os episódios I e II, depois eu assisti a trilogia clássica e depois o episódio III.
Quem assiste um pouco de tudo tem a oportunidade de expandir ainda mais seus horizontes. Primeiro que você não fica preso a um tipo de narrativa. Você acaba se deparando com formas de contar histórias que fogem do padrão de Hollywood.
E depois, você acaba conhecendo outros pontos de vista. O que enriquece ainda mais seu gosto por cinema.
Animação é só para crianças?
Por exemplo, eu amo Procurando Dory. É uma animação pra criança, mas que me emocionou muito a primeira vez que eu vi (e a segunda também, vai).
Acredito que seja por conta da protagonista. A Dory nunca teve um sonho de grandeza. Ela era uma pessoa, ou melhor, um peixe comum, vivendo a vida dela.
Ela é atravessada por uma aventura lá em Procurando Nemo e no filme dela a gente acaba conhecendo toda a sua história. Acredito que foi essa origem simples, sem grandes pretensões, que me fez amar esse filme.
E as histórias elas têm esse poder: influenciar, expandir horizontes, educar, emocionar, divertir, entreter (por que não?)
E conforme você vai conhecendo sobre estrutura narrativa, linguagem cinematográfica, arquétipos, você começa a perceber que o cinema na verdade está presente em tudo.
Ou melhor, contar histórias está presente em tudo, somos atravessados por histórias desde muito cedo. Como isso te afeta?
O cinema como afeto
Eu poderia ficar aqui falando sobre outros filmes que marcaram a minha infância e adolescência… quem sabe eu faço essa lista em outro artigo.
E pode ser que talvez algum filme mencionado aqui você não tenha assistido, faz o seguinte, salva esse artigo porque aí você vai poder voltar pra ele pra não esquecer quando for procurar por algum filme que você se interessou.
Como por exemplo o filme que abre esse post que é: A Vida Secreta de Walter Mitty.
Me fala nos comentários que outros filmes da sua infância você se lembra com carinho.
Assista também essa playlist em nosso canal do Youtube onde analisamos grandes filmes do cinema:











