Por Dentro da Tela

O final de Alice in Borderland é diferente do mangá? Entenda as mudanças

A terceira temporada de Alice in Borderland chegou à Netflix trazendo não apenas novos jogos mortais, mas também um final que dividiu opiniões entre os fãs.

Baseada no mangá de Haro Aso, a série já havia conquistado o público mundial com sua mistura de suspense, drama e reflexões existenciais.

Mas enquanto a segunda temporada seguiu quase à risca o desfecho da obra original, o novo arco apresentou mudanças significativas que expandem o universo da franquia.

Neste artigo, você vai entender como a série adaptou os elementos do mangá, quais são as principais diferenças entre o final da Netflix e o final criado por Haro Aso e o impacto do mangá Alice in Borderland Retry nessa conclusão.

Se você já maratonou os episódios ou está curioso para saber como tudo termina, continue lendo para conferir a crítica completa, a explicação do final e o comparativo definitivo entre o mangá e a série.

SPOILERS DO MANGÁ E DA SÉRIE ALICE IN BORDERLAND


As obras adaptadas de Haro Aso

O mangaká, Haro Aso, sempre declarou ser mais fã do cinema de Hollywood do que de filmes japoneses. Essa mistura de raízes japonesas com elementos ocidentais explica o sucesso global de suas obras.

Inclusive, o melodrama — que aparece forte na terceira temporada de Alice in Borderland — é usado como uma “cola emocional” que conecta personagens e público.

Outro detalhe: o autor também criou 100 Coisas Para Fazer Antes de Virar Zumbi, que virou anime e filme na própria Netflix. Você já conhecia esse outro trabalho dele?

A adaptação de Alice in Borderland conseguiu ser fiel ao mangá em muitos pontos.Claro, no mangá há mais personagens e detalhes, mas o essencial está todo ali.

Tanto que o final da segunda temporada é praticamente o mesmo do mangá:

O desfecho do mangá é mais sucinto e rapidamente fecha todas as pontas; já na série alguns ganchos foram deixados.

Aliás, aquela cena das cartas na mesa fecha a história de forma satisfatória. Se a Netflix tivesse parado ali, o desfecho ainda faria sentido.

Mas… será que você se contentaria com apenas duas temporadas?

A terceira temporada de Alice in Borderland é um epílogo expandindo

E é aqui que entra a novidade: a terceira temporada adapta Alice in Borderland Retry, lançado entre 2020 e 2021.

Em Retry Arisu retorna e vence apenas um desafio. A história ainda mostra Usagi grávida.

Na série, isso foi expandido. A temporada traz um novo final canônico para a franquia:

E pra mim, assim como no mangá Retry, a terceira temporada funcionou mais como um epílogo.

Eu achei o final muito bom. Primeiro porque fecha bem os arcos dos personagens. Segundo porque dá ao público um senso de continuidade, sem parecer forçado.

No geral, Alice in Borderland faz jus ao sucesso que conquistou. É uma história sobre escolhas, sobre sobreviver em meio à dor, e sobre o que significa realmente viver.

Mais conteúdo:

E você, prefere o final do mangá ou o final da série?

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